Bastidores da Feira do Podrão

Voltamos com Espaço Gourmet ARB, com ele uma grande entrevista, é claro!

 

Você chegou a ir, ou ouviu sobre a 1ª Feira do Podrão que aconteceu na Tijuca, Zona Norte do Rio, entre os dias 17 e 18 do mês passado? Pois bem, o evento chamou tanta atenção que os canais de TV como Globo e Band fizeram matéria sobre a feira, voltada para todos os tipos de fome, principalmente para os lanches de rua — os “podrões”, como os cariocas falam.

Nós não estamos aqui para falar apenas da feira, e sim de quem organizou o evento, que virou notícia antes, durante e após sua realização. A equipe ARB foi atrás da Natália e da Suzanne, que são donas das páginas O que fazer no Rio e Onde Comer no Rio.

As idealizadoras

Começamos por Natália, carioca, 27 anos. O sonho dela era ser jornalista, entretanto não conseguiu passar para uma universidade pública. Foi em sua segunda opção Ciências Políticas, que ela se formou. Porém, viu que não era o caminho que queria seguir. Depois que percebeu isso, ainda ficou um período procurando um rumo e foi então que ela decidiu criar a página O que fazer no Rio.

Segundo Natália, as únicas coisas que sabia fazer bem era comer e escrever. Com  a explosão da página, ela encontrou o caminho que tanto buscava. Sua admiração por leitura, como a revista Veja Rio, e as novidades que surgiam ampliou mais a sua vontade de escrever sobre o que comer pelo Rio.

 Já Suzanne conta que antes do O que fazer no Rio e Onde comer no Rio tinha uma vida repleta de  rotina e mesmice, e percebeu que não tirava proveito do que vivia. Para Suzanne não são as suas pages que influenciam somente os seguidores, mas sim ela de uma certa forma. Isso faz com que goste ainda mais do trabalho que faz e também vê a vida  de uma forma mais alegre, onde tenta aproveitar ao máximo. Fora isso gosta de correr (ela é maratonista) e fazer programas como teatro e cinema.

(Natália e Suzanne)

Além de saber um pouco sobre a vida delas, perguntamos se houve arrependimento ao longo desta jornada. Para Suzanne, nessa vida estamos para aprender com os erros e tentar evoluir, que o grande segredo da vida é não guardar rancor e nem ficar se culpando pelo que fez. Para ela, devemos sempre pensar no que vamos fazer daqui para frente.

Já Natália acredita que se tivesse começado cedo a fazer a página, não teria perdido tempo com algo que não era para ela. Entretanto, frisa que o momento enquanto ficou insistindo com algo que não seguiria foi o período essencial para descobrir a verdadeira vocação. Ela acredita que todos passam por período de maturação necessária para crescer.

 

Mas e a feira?

Voltando ao assunto do podrão, as meninas contaram para nós como surgiu essa ideia da feira. Elas explicam que a ideia começou a partir do público mesmo. A partir das dicas que passavam pelos canais, o público se identificava com algo que cabia no bolso e fosse em conta – as famosas dicas populares.

 

Suzanne então deu a sugestão delas realizarem uma feira gastronômica, mas não uma feira gastronômica qualquer, e sim a que jamais foi vista no Brasil. A ideia foi pegar todo tipo de podrão, que fazia sucesso nas ruas e nas postagens, e reunir em um local só. Então, na concepção da ideia, houve a idealização sobre a comida de rua ter um evento só dela e que fosse acessível para todos os tipos de bolso. 

Com a explosão de comidas gourmetizadas, que vai de hambúrguer até espetinho, com preços altos, houve uma oportunidade de criar algo desse gênero popular; afinal o carioca não deixou de lado o podrão. Segundo Natália, este tipo de comida faz parte da cultura carioca e é um verdadeiro caso de amor, que nunca foi abandonado e sim inovado e aprimorado. Além disso, elas ressaltaram que acontecerá em breve a segunda edição da feira. Porém, não há data nem local certo, mas garantem que será maior e melhor ainda. 

Como somos uma agência composta pela maioria de jornalistas, ficamos curiosos para os planos futuros delas. Perguntamos de forma individual para cada uma sobre o que elas imaginam para os próximos cinco anos de empresa. Para a Natália, o objetivo e desejo é terem um escritório personalizado com souvenires do Rio, além de uma revista impressa e com algumas edições da Feira do Podrão. Ela também destaca a vontade de terem uma ONG, para ajudar de animais até crianças, e contribuírem com que puderem para um Rio mais igualitário e humano.

 

Já Suzanne menciona os planos de realizar eventos como este voltados para os seguidores, de forma com que elas consigam também interagir com seu público. Ela ressalta que o compromisso sempre será com os seguidores e o que dá prazer no trabalho é fazer algo que gosta sem ter que agradar ninguém para isso.

Bem, a entrevista com as organizadoras do evento deixou você com um gostinho de quero mais?! Então segue elas no insta nesse link e no Facebook, lá elas falam de dicas além da caravana comida di  buteco que está acontecendo no Rio.Corra  e garanta seu lugar!

 

 

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