(Matéria 1 – Série Alimentos e Bebidas Fluminenses): cachaça, doces e compotas são reconhecidos regional e internacionalmente

O estado do Rio é um celeiro de belezas naturais. Somada a elas, está a rica cultura regional, que se destaca, entre outros elementos, pelo carnaval, o samba e a feijoada. Mas este prato não é o único forte do território fluminense. De norte a sul, pequenos e médios produtores e estabelecimentos comerciais demonstram que há muitas delícias que tornam o estado também um destino gastronômico.

Na série de três matérias sobre a produção de alimentos e bebidas fluminenses, o blog da Arb vai mostrar seis marcas das regiões serrana, centro-sul e noroeste – duas por vez.

Na matéria de hoje, destacam-se dois produtores reconhecidos internacional e regionalmente: a cachaça Werneck, com prêmios mundiais, e os doces e compotas do Sítio Humaytá, que são servidos no Copacabana Palace e foram eleitos pelo Jornal O Globo como uma das sete maravilhas da gastronomia do estado.

Cachaça Werneck – Rio das Flores

Local de produção da cachaça, em meio à área replantada

Entrevistado: Eli Werneck, produtor da cachaça Werneck.

No mercado desde abril de 2010, a bebida é produzida desde 2009. Estão com duas cachaças no ranking das vinte melhores do Brasil: Werneck Premium Ouro e Werneck Extra Premium Safira Régia).

Paixão, revolução tecnológica e qualidade

“Em todas as minhas cachaças o nosso segredo é fazer com paixão. A gente usa as melhores técnicas. Já entramos no mercado com essa revolução tecnológica que a cachaça vem passando nos últimos dez a doze anos. Entramos com novas técnicas: controle de fermentação, controle de envelhecimento, técnicas de manutenção e reforma de barris; tudo isso tem influenciado bastante. Mas, acima de tudo, a mentalidade de qualidade. Eu trabalhei mais de trinta anos em uma indústria sueca que prezava muito pela cultura de qualidade, que se consiste em se preocupar com cada etapa de produção, fazer o melhor em cada uma delas.”

Sustentabilidade

“Fomos o primeiro do estado do Rio a conseguir a certificação de qualidade e sustentabilidade do Inmetro. Temos uma propriedade pequena, com pouco mais de 11 hectares, e praticamente 50% nós usamos para reflorestar e reconstituir a área com mudas de mata atlântica de 11 espécies diferentes que adquirimos na Embrapa. Replantamos mata ciliar, aprimoramos a captação de água natural de uma nascente nossa e, há mais de quatro anos, temos o manejo orgânico da cana, que resultou em uma nova certificação no ano passado, a de orgânico da Abio.”

Saiba mais:

http://www.cachacawerneck.com.br/index_port.html

Sítio Humaytá – Petrópolis (Secretário)

Foto da casa do sítio

Entrevistado: José Adolpho, um dos proprietários da marca Sítio Humaytá – 32 anos morando em Petrópolis.

A marca tem doces (geleias e doces de leite), compotas, chutneis e conservas.  Os produtos são feitos há três décadas, têm 70% menos açúcar que os industrializados e não levam conservantes, corantes e aromatizantes artificiais.

Resgate de tradição familiar

“Começamos inicialmente com um projeto de cabras leiteiras e depois partimos para os doces. Eu sou gaúcho, do interior, onde é hábito e tradição fazer doces e compotas para o consumo da casa. Sou de uma família grande, de oito pessoas, e a mãe ensinou tudo isso pra gente. Lá no sítio, eu senti falta desses produtos artesanais, um resgate desses produtos de família. Começamos então a comercializar, aos poucos, na Serra, em potinhos de outros produtos de vidro. Hoje, estamos nas grandes delicatessens do Rio, hotéis e restaurantes. Toda geleia hoje que é servida no Copacabana Palace sai do Sítio Humaytá em uma embalagem personalizada.

Sustentabilidade

“A gente não só faz geleia. Temos um trabalho de ajuda aos moradores da região, um trabalho social. Em trinta anos atrás, já falávamos em sustentabilidade, que hoje está tão em voga.”

Saiba mais:

http://www.sitiohumayta.com.br

 

 

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